All for Joomla All for Webmasters

Rio não convoca eleições: “Nunca participei nem participaria em golpes palacianos”


“A minha resposta é não”. Foi desta forma que o presidente social-democrata reagiu, este sábado, ao desafio de Luís Montenegro, que, na sexta-feira, o desafiou a convocar eleições diretas no PSD. Mais, Rio antecipou-se e decidiu convocar um Conselho Nacional para que este vote uma moção de confiança à sua liderança.

O líder do PSD frisou que Montenegro podia ter-se candidatado às eleições internas, em 2018, mas que não o fez por razões “puramente táticas”. E, por isso, o presidente social-democrata fecha a porta à convocação de novas eleições. 

Será legítimo que quem, podendo disputar as eleições, opta por não o fazer para depois condicionar os calendários do partido à sua própria agenda pessoal? A minha resposta é não.”

 Antecipando-se a Montenegro, Rio anunciou que já pediu a convocação de um Conselho Nacional para que seja votada uma moção de confiança à sua liderança.

Já tomei a iniciativa de pedir a convocação de um Conselho Nacional que possa votar e aprovar uma moção de confiança. Isto é o mesmo que dizer que, se for esse o seu entendimento, o Conselho pode retirar a confiança à liderança da direção nacional e assumir democraticamente a responsabilidade de a demitir. Se os contestatários não conseguiram reunir as assinaturas para uma moção de censura, eu próprio facilito-lhes a vida e apresento, declarou.

O líder do PSD não poupou nas palavras para tecer críticas a Montenegro, falando num “golpe palaciano” contra uma “liderança legitimamente eleita”.

Nunca participei nem participaria em golpes palacianos e tentativas de enfraquecimento de uma liderança legitimamente eleita”, vincou.

“Desde que tomei posse como presidente do PSD, o país tem assistido a um espetáculo deplorável de guerrilha interna e afronta permanente à minha pessoa e à direção nacional, democratimente eleita”, continuou.

De resto, para o líder social-democrata, Montenegro, ao “lançar o PSD numa disputa interna às portas de eleições”, está a “prestar um serviço de primeiríssima qualidade a António Costa”.

Não há memória de, na história na Democracia portuguesa, um dirigente partidário ter lançado propositadamente tamanha confusão e instabilidade no seu partido a tão pouco tempo de eleições. É difícil imaginar melhor serviço ao PS e ao Governo”, sublinhou.



Fonte do Artigo

About The Author

Related posts

Deixe uma resposta