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“Dramático”: cirurgias adiadas já vão na ordem dos milhares


A greve dos enfermeiros dos blocos operatórios já fez adiar quase mil cirurgias programadas no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Em Lisboa, só no Santa Maria foram adiadas 454 cirurgias, estimando-se que, até ao final do ano, esse número suba para 1.500. A administração deste hospital diz que a situação é “dramática” e a administração do CHUC fala numa situação “inédita e catastrófica”

Há duas semanas que o Santa Maria não consegue operar uma única criança por causa desta greve. Em declarações à TSF,  o presidente do conselho de administração do Hospital de Santa Maria apelou ao fim da paralisação.

“Temos uma estimativa de não intervencionar até 1.500 cidadãos até ao dia 31 de dezembro. Dramático e uma preocupação maior é não termos conseguido operar uma única criança desde que esta greve começou. Se estiver em causa uma vida ou a qualidade de vida de um doente, a nossa opção é operar. E se tivermos de dirimir alguma situação que seja em tribunal. Se tivemos de fazer outra opção por outra instituição do SNS continuaremos a fazê-lo. E se tivermos de optar por uma instituição privada também o faremos. Esta greve tem de parar, tem de haver uma mesa negocial, está a afetar aquilo que é básico que é a resposta em tempo útil e a equidade do serviço público”. 

Carlos Martins estima que esta greve dos enfermeiros irá custar entre dois a três milhões de euros ao hospital.

Quanto a Coimbra, e em declarações à agência lusa, o presidente do CHUC, Carlos Vortes, disse que, “no mesmo período, o ano passado se operaram 1.200 doentes e este ano só 376”. Contas feitas, estamos a falar de “menos 823 cirurgias programadas, sendo 250 convencionais e 573 de ambulatório”.

Nunca vi nestes últimos anos uma irresponsabilidade, uma apatia e passividade tão grande do Ministério da Saúde perante este problema. E o problema é para os doentes, que não estão a ser operados (…) Nunca conhecemos uma situação desta gravidade”

Há casos de doentes com problemas oncológicos que precisam de cirurgias urgentes. O responsável deu ainda o exemplo de pacientes no serviço de ortopedia que “correm risco de fraturas se não forem rapidamente operados”. “Há doentes com neoplasias que não estão a ser operados, há atrasos que, porventura, poderiam ser cirurgias não consideradas urgentes, mas que passado algum tempo se tornam urgentes”.

As consequências “podem ser marcantes para os doentes o resto da sua vida”. “Estamos perante uma greve com reivindicações e compete ao ministério da saúde resolver muito rapidamente toda esta situação. trata-se de uma situação que considero catastrófica, inédita. no país, nunca conhecemos uma situação desta gravidade”.

Enfermeiros de cinco blocos operatórios de hospitais públicos iniciaram no dia 22 de novembro uma greve de mais de um mês às cirurgias programadas.



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